A Lenda de Obi
Olodunmare chama os homens para retornarem ao seu lar, porém nem mesmo a morte é capaz de apagar as lembranças os feitos de grandes homens.
Obi é um elemento muito importante no culto de Vodun, Orisa e Nkise. A noz de cola, Obi, é o símbolo da oração no céu.
É um alimento básico, e toda vez que é oferecido, o seu consumo é sempre precedido por preces.
Foi Orunmila quem revelou como a noz de cola foi criada.
Quando Olodunmare descobriu que as divindades estavam lutando umas contra as outras, antes de ficar claro que Esu era o responsável por isso, Ele decidiu convidar as quatro mais moderadas divindades (Paz, a Prosperidade, a Concórdia e Aiye, a única divindade feminina presente), para entrarem em acordo sobre a situação.
Eles deliberaram longamente sobre o motivo de os mais jovens não mais respeitarem os mais velhos, como ordenado pelo Deus Supremo.
Todos começaram então a rezar pelo retorno da unanimidade e equilíbrio. Enquanto estavam rezando pela restauração da harmonia, Olodunmare abriu e fechou sua mão direita apanhando o ar.
Em seguida abriu e fechou sua mão esquerda, de novo apanhando o ar.
|
Águas de Oxum
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Lenda do OBI
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Yorubá - Vida e Morte
YORUBA - VIDA E MORTE
A participação na trama do ser humano, cujo início coincide com o nascimento e cujo término coincide com a morte, é tido como uma parte da existência global do homem, ser oriundo da dimensão espiritual à qual retornará após a morte.
Nascimento e morte incluem-se entre tantos outros acontecimentos críticos da existência e são marcados por ritos de passagem.
Cada ser humano que chega ao mundo, como um mensageiro da “outra dimensão”, manifesta o sagrado, não sendo visto apenas como produto dos pais.
Recebido com respeito, seu nome deve ser descoberto e não inventado. Pronunciá-lo é saudar esse ser celeste e convidá-lo para habitar a sociedade dos homens.
Dentro da religião tradicional africana, antes do nascimento da criança seus pais consultam o oráculo de Ifá para conhecerem a procedência espiritual do filho e ao educá-lo levam em consideração que ao educador é reservada a tarefa de favorecer o processo de saída da borboleta de sua crisálida e de zelar para que não seja sufocada antes de ver o dia. Consideram que não é o educador que cria a borboleta com suas belas cores. Estas chegam até ele de longe, refletem a passagem através do cosmos. Traz muito mais do que o educador poderia lhe oferecer. Renova os que a recebem, os rejuvenesce, restaura, regenera.
O retorno ao mundo, à dimensão espiritual ocorre por ocasião da morte. Iku, a morte, símbolo masculino associado ao mito da gênese do ser humano, restitui à terra o que lhe pertence, agindo pois, como instrumento indispensável de restituição e de renascimento
A passagem pela morte física é marcada por ritos fúnebres complexos, de importância fundamental para o bem-estar do ser em sua nova condição de existência.
O ser que cumpre integralmente seu ipin ori (destino do ori), amadurece para a morte e, recebendo ritos fúnebres adequados, alcança a condição de ancestral ao passar do aiye para o orun. Em outras palavras, a pessoa somente alcança a posição de ancestral se vive uma boa vida, tem boa morte em idade avançada e recebe ritos fúnebres adequados.
Considera-se boa vida a conduzida segundo princípios morais, ocupando o caráter pessoal posição de relevância nessa conquista. Boa vida é a conduzida segundo os princípios de um bom caráter, que privilegiam interesses de ordem grupal em relação aos individuais. Boa morte é a natural, ocorrida em idade avançada.
Muitos podem ser os destinos após a morte: o espírito pode reencarnar depois de algum tempo, de acordo com um plano divino, efetuando um reencarne legítimo.
Outras pessoas crêem que enquanto os prematuramente mortos continuam vagando na terra, os de idade avançada rumam para o mundo espiritual. Outros ainda, afirmam que pessoas más ou que sofreram má morte não encontram lugar no mundo espiritual, necessitando prolongar suas vidas na terra. Fantasmas dessas pessoas podem ocupar corpos de animais, répteis, pássaros ou árvores, por não encontrarem lugar para si no mundo espiritual.
Os ritos fúnebres podem variar segundo a religião professada pela família do falecido, mas a festa fúnebre é tradição respeitada por todos. Se a pessoa morre em idade avançada é homenageada com grandes festas que, realizadas na rua ou ruas próximas à casa.
A festa tem início após o enterro, no dia seguinte ao da morte e pode durar até vinte e quatro horas, com comida farta, bebida abundante e muita dança. No terceiro dia após a morte, a família prepara bastante akara e distribui aos amigos na rua. No oitavo e quadragésimo dia repete-se os festejos, sendo o último e mais grandioso, denominado Festas Finais.
Muitos enterros são realizados na área externa da casa, na frente, ao lado ou no quintal dos fundos. Construído o túmulo, o morto é ali enterrado e ali permanece, perto de seus familiares.
Orí
Mesmo se nosso òrìsà está bem, só ficará tudo bem se o nosso Òri estiver também"
Para termos idéia da importância e precedência do ORI em relação aos demais ORIXAS;
"OGUN chamou ORI e perguntou-lhe, “Você não sabe que você é o mais velho entre os ORIXÁS”? Que você é o líder dos ORIXÁS? “
Sem receio podemos dizer, “ORI mi a ba bo ki a to bo ORISA”, ou seja, “Meu ORI, que tem que ser cultuado antes que o ORIXÁ” e temos um oriki dedicado à ORI que nos fala que “ Ko si ORISA ti da nigbe leyin ORI eni”, significando, " Não existe um ORIXÁ que apoie mais o homem do que o seu próprio ORI".
Quando encontramos uma pessoa que apesar de enfrentar na vida uma série de dificuldades relacionadas a ações negativas ou maldade de outras pessoas, continua encontrando recursos internos, força interior extraordinária, que lhe permitam a sobrevivência e, inclusive, muitas vezes, mantém resultados adequados de realização na vida , podemos dizer, "ENIYAN KO FE KI ERU FI ASO, ORI ENI NI SO NI", ou seja, "as pessoas não querem que você sobreviva, mas o seu ORI trabalha para você", trazendo, nessa expressão, um indicador muito importante de que um ORI resistente e forte é capaz de cuidar do homem, de lhe garantir a sobrevivência social e as relações com a vida, apesar das dificuldades que ele enfrente. Esta é a razão pela qual o BORI, forma de louvação e fortalecimento do ORI utilizada em nossa religião, é utilizado muitas vezes, precedendo ou, até, substituindo um EBO. Isso se faz para que a pessoa encontre recursos internos adequados, esta força interior de que falamos, seja à adequação ou ajustamento de suas condições frente às situações enfrentadas, seja quanto ao fortalecimento de suas reservas de energia e consequente integração com suas fontes de vitalidade.
Quando encontramos uma pessoa que apesar de enfrentar na vida uma série de dificuldades relacionadas a ações negativas ou maldade de outras pessoas, continua encontrando recursos internos, força interior extraordinária, que lhe permitam a sobrevivência e, inclusive, muitas vezes, mantém resultados adequados de realização na vida , podemos dizer, "ENIYAN KO FE KI ERU FI ASO, ORI ENI NI SO NI", ou seja, "as pessoas não querem que você sobreviva, mas o seu ORI trabalha para você", trazendo, nessa expressão, um indicador muito importante de que um ORI resistente e forte é capaz de cuidar do homem, de lhe garantir a sobrevivência social e as relações com a vida, apesar das dificuldades que ele enfrente. Esta é a razão pela qual o BORI, forma de louvação e fortalecimento do ORI utilizada em nossa religião, é utilizado muitas vezes, precedendo ou, até, substituindo um EBO. Isso se faz para que a pessoa encontre recursos internos adequados, esta força interior de que falamos, seja à adequação ou ajustamento de suas condições frente às situações enfrentadas, seja quanto ao fortalecimento de suas reservas de energia e consequente integração com suas fontes de vitalidade.
É importante dizer que é o ORI que nos individualiza e, por conseqüência, nos diferencia dos demais habitantes do mundo. Essa diferenciação é de natureza interna e nada no plano das aparências físicas nos permite qualquer referencial de identificação dessas diferenças. Sinalizando essa condição, talvez uma das maiores lições que possamos receber com respeito ao ORI;
"Uma pessoa de mau ORI não nasce com a cabeça diferente das outras.
Ninguém consegue distinguir os passos do louco na rua.
Uma pessoa que é líder não é diferente
E também é difícil de ser reconhecida.
É o que foi dito à Mobowu, esposa de OGUN, que foi consultar IFA.
Tanto esposo como esposa não deviam se maltratar tanto,
Nem fisicamente, nem espiritualmente.
O motivo é que o ORI vai ser coroado
E ninguém sabe como será o futuro da pessoa."
Para os Yorubás o ser humano é descrito como constituído dos seguintes elementos: ARA, OJIJI, OKAN, EMI e ORI.
ARA é o corpo físico, a casa ou templo dos demais componentes. OJIJI é o "fantasma" humano, é a representação visível da essência espiritual. OKAN é o coração físico, sede da inteligência, do pensamento e da ação. EMI, está associado à respiração, é o sopro divino. Quando um homem morre, diz-se que seu EMI partiu.
Ninguém consegue distinguir os passos do louco na rua.
Uma pessoa que é líder não é diferente
E também é difícil de ser reconhecida.
É o que foi dito à Mobowu, esposa de OGUN, que foi consultar IFA.
Tanto esposo como esposa não deviam se maltratar tanto,
Nem fisicamente, nem espiritualmente.
O motivo é que o ORI vai ser coroado
E ninguém sabe como será o futuro da pessoa."
Para os Yorubás o ser humano é descrito como constituído dos seguintes elementos: ARA, OJIJI, OKAN, EMI e ORI.
ARA é o corpo físico, a casa ou templo dos demais componentes. OJIJI é o "fantasma" humano, é a representação visível da essência espiritual. OKAN é o coração físico, sede da inteligência, do pensamento e da ação. EMI, está associado à respiração, é o sopro divino. Quando um homem morre, diz-se que seu EMI partiu.
Portanto um conselho: Para termos um Ori bom e próspero é fundamental cuidar sempre dos pensamentos, da saúde mental buscando harmonia, paz e positividade. Nossa mente é programável, e nosso Ori conduz nossa vida conforme a nossa consciência. Não adianta dizermos que somos filho de tal Orixá e que Orixá será o responsável por nossas condutas; Orixá é o caminho e energia pura, Ori é o o desejo, a sabedoria, o "EU", a consciência e harmonia que fará conduzir com inteligência e força nossa vida em direção ao caminho mais voltado a nossa real existência. Por isso, de nada adianta ter Orixá e possuir um Ori em desarmonia pois a desarmonia da consciência fará com que conduza suas preces e energias a caminhos obscuros, distantes dos sonhos, cegos surdos às mensagens e sinais de nossos antepassados.
Qualidades de orixás
Sobre as Qualidades de Orixas"
Existe sem duvida no Brasil uma questão muito polêmica sobre as multiplicidades dos orisas chamada por todos de qualidade de orisa
Ogún, Òsòósí e Ode lembrando que nem todos caçadores tomaram o titulo de Òsòósí e, na África, Òsòósí em certas regiões é feminino tomando o aspecto masculino no antigo reino de Ketu. Ode que dizer caçador, porém, nem todos Ode's são Òsòósí; Ijibu Ode, Ikija, Agbeokuta, são alguns lugares onde houve seu culto, pois seu culto, expandiu-se mesmo aqui no Brasil onde ele é lembrado como rei de Ketu, Ogún em outro aspecto foi chefe dos caçadores (Olode) entregando essa função mais tarde para seu irmão caçula Òsòósí para partir em buscas de suas inúmeras batalhas.
Ossaniyn
Para melhor entendimento é que na África não há qualidade de orisa; ou seja, em cada região cultua-se um determinado orisa que é considerado ancestral dessa região e, alguns orisas por sua importância acaba sendo conhecido em vários lugares como é o caso de Sàngó, Orumila, etc.
É de se saber que Esu é cultuado em todo território africano, da forma que Osun da cidade de Osogbo é Osun Osogbo, da região de Iponda é a Osun de Iponda, Ogún da região de Ire é Ogún de Ire (Onire: chefe de ire), do estado de Ondo é Ogún de Ondo,etc. Na época do tráfico de escravos veio para o Brasil diversas etnias Ijesas, Oyos, Ibos, Ketus,etc e cada qual trouxe seus costumes juntos com seus orisas digamos particulares, e após a mistura dessas tribos e troca de
informações entre eles cada sacerdote ou quem entendia de um determinado orisa trocaram fundamentos e a partir daí surgem todos esses aspectos, e essa quantidade de orisa presente aqui no Brasil, sendo que o orisa é o mesmo com origens diferenciadas.
É claro que por ter origens diferenciadas seus cultos possuem particularidades religiosas e até mesmo culturais por exemplo Oyá Petu tem seus fundamentos assim como Oyá Tope terá o seu, isso nada mais é, que uma passagem do mesmo orisa por diversos lugares e cada povo passou a cultuá-lo de acordo com seus próprios costumes. Um exemplo mais nítido é que aqui fazemos muitos pratos para Osun com feijão fradinho, entretanto num determinado país nãohá esse feijão portanto foi substituído por um grão semelhante e assim puderam continuar com o culto a Osun sem a preocupação de importar o feijão fradinho.
Outro exemplo de orisa transformado em qualidade no Brasil é Osun kare, Kare é uma louvação à Osun quando se diz: Kare o Osun! A palavra kare também é uma espécie de bairro na África, logo Osun cultuada em kare é Osun kare, e por vai surgindo desordenadamente essa quantidade de orisa aqui no Brasil. Imagine um rio que atravessa todo território Nigeriano e, em suas margens diversas etnias que num determinado local algumas pessoas diria que ali é a morada de Osun Ijimu (cidade de Ijumu na região dos Ijesa), mais para frente em Iponda diria aqui é a morada de Osun Iponda, mais para frente, em Ede esse rio terá o culto de Ologun Ede, o chefe de guerra de Ede segundo sua mitologia, e serão diversos orisas cultuados num mesmo rio por diversas etnias com pequenas particularidades. Isso acontece com todos orisas e suas mitologias fazem alusão a essas passagens e constantes peregrinação de seus sacerdotes quer por viajens comercias ou por guerras intertribais sempre espalharam seus orisas em outras regiões.
Outro fato interessante é títulos que algumas divindades possuem e foram transformadas em qualidades, por exemplo Ossosi akeran, akeran é um titulo de um determinado caçador (ancestral) com isso vamos na próxima edição analisar esses fatos e informar todas qualidades de orisa da nação keto que o sacerdote pode ou não mexer de acordo com o conhecimento de cada um, pois o nosso dever é informar sem a pretensão de nunca ser o dono da verdade Na próxima edição vamos diferenciar, títulos de nomes de cidades, nomes tirados de cânticos que as pessoas insistem em dizer que é qualidade de orisa.
Sobre a multiplicidade dos orisa.
Vamos separar a qualidade como é chamada no Brasil (em Cuba chama-se caminhos), dos títulos e de nomes tirados de cantigas como insistem pseudo sacerdotes. Já sabemos que os orisa são venerados com outros nomes em regiões diferentes como: Iroko (Yoruba), Loko (Gege), Sango (Oyo), Oranfe (Ife), isso torna o culto diferente. Temos também o segundo nome designando seu lugar de origem como Ogun Onire (Ire), Osun Kare (Kare),etc, também temos os orisa com outros nomes referentes as suas realizações como Ogun Mejeje refere-se as lutas contra as 7 cidades antes dele invadir Ire, Iya Ori a versão de Iyemanja como dona das cabeças, etc. Há portanto uma caracterização variada das principais divindades, ou seja, uma mesma divindade com vários nomes e, é isso que multiplica os orisas aqui no Brasil.
Vamos separar a qualidade como é chamada no Brasil (em Cuba chama-se caminhos), dos títulos e de nomes tirados de cantigas como insistem pseudo sacerdotes. Já sabemos que os orisa são venerados com outros nomes em regiões diferentes como: Iroko (Yoruba), Loko (Gege), Sango (Oyo), Oranfe (Ife), isso torna o culto diferente. Temos também o segundo nome designando seu lugar de origem como Ogun Onire (Ire), Osun Kare (Kare),etc, também temos os orisa com outros nomes referentes as suas realizações como Ogun Mejeje refere-se as lutas contra as 7 cidades antes dele invadir Ire, Iya Ori a versão de Iyemanja como dona das cabeças, etc. Há portanto uma caracterização variada das principais divindades, ou seja, uma mesma divindade com vários nomes e, é isso que multiplica os orisas aqui no Brasil.
Vamos começar com Esu o primogênito orisa criado por Olorun de matéria do planeta segundo sua mitologia, ele possui a função de executor, observador, mensageiro, líder, etc. Alem dos nomes citados aqui que são epítetos e nomes de cidades onde há seu culto, ele será batizado com outros nomes no momento de seu assentamento, ritual especifico e odu do dia. Não será escrito na grafia Yoruba para melhor entendimento do leitor.
Oba Iangui : o primeiro, foi dividido em varias partes segundo seus mito.
Agba: o ancestral, epíteto referente a sua antiguidade.
Alaketu: cultuado na cidade de ketu onde foi o primeiro senhor de ketu.
Ikoto: faz referencia ao elemento ikoto que é usado nos assentos esse objeto lembra o movimento que esu faz quando se move do jeito de um furacão.
Odara: fase benéfica quando ele não está transitando caoticamente.
Oduso: quando faz a função de guardião do jogo de búzios.
Igbaketa: o terceiro elemento, faz alusão ao domínios do orita e ao sistema divinatório.
Akesan: quando exerce domínios sobre os comércios.
Jelu: nessa fase ele regula o crescimento dos seres diferenciados. Culto em Ijelu.
Ina: quando e invocado na cerimônia do ipade regulamentando o ritual.
Ona: referencia aos bons caminhos, a maioria dos terreiros o tem, seu fundamento reza que não pode ser comprado nem ganhado e sim achado por acaso.
Ojise: com essa invocação ele fará sua função de mensageiro.
Eleru: transportador dos carregos rituais onde possui total domínio.
Elegbo: possui as mesmas atribuições com caracterizações diferentes.
Ajonan: tinha seu culto forte na antiga região Ijesa.
Maleke: o mesmo citado acima.
Lodo: senhor dos rios, função delicada dado a conflitos de elementos
Loko: como ele é assexuado nessa fase tende ao masculino simbolizando virilidade e procriação.
Ogiri Oko: ligado aos caçadores e ao culto de Orumila-Ifa.
Enugbarijo: nessa forma esu passa a falar em nome de todos os orisas.
Agbo: o guardião do sistema divinatório de Orumila.
Eledu: estabelece seu poder sobre as cinzas, carvão e tudo que foi petrificado.
Olobe: domina a faca e objetos de corte é comum assenta-lo para pessoas que possuem posto de Asogun.
Woro: vem da cidade do mesmo nome.
Marabo: aspecto de esu onde cumpre o papel de protetor Ma=verdadeiramente, Ra=envolver, bo=guardião. Também chamado de Barabo= esu da proteção, não confundi-lo com seu marabo da religião Umbandista.
Soroke: apenas um apelido, pois a palavra significa em português aquele que fala mais alto, portanto qualquer orisa pode ser soroke.
Ogún, Òsòósí e Ode lembrando que nem todos caçadores tomaram o titulo de Òsòósí e, na África, Òsòósí em certas regiões é feminino tomando o aspecto masculino no antigo reino de Ketu. Ode que dizer caçador, porém, nem todos Ode's são Òsòósí; Ijibu Ode, Ikija, Agbeokuta, são alguns lugares onde houve seu culto, pois seu culto, expandiu-se mesmo aqui no Brasil onde ele é lembrado como rei de Ketu, Ogún em outro aspecto foi chefe dos caçadores (Olode) entregando essa função mais tarde para seu irmão caçula Òsòósí para partir em buscas de suas inúmeras batalhas.
Já em certas mitologias o caçador passa a ser sua esposa Òsòósí L`Obirin Ogun, ou seja, Òsòósí é a esposa de Ogún, segundo o verso desse mito.
Isso afirma o chamado enredo de santo aqui no Brasil quando se diz que para assentar Òsòósí temos que assentar Ogún e vice versa. Era costume africano quando os caçadores tinham que partir em busca de suas presas, louvarem Ogún para que tudo desse certo, de òrìsà secundário na África Òsòósí, passou a uma condição importantíssima no Brasil sendo òrìsà patrono da nação Keto, senhor absoluto da cerimônia fúnebre do asesé, alguns cânticos fazem alusão a essa condição: Ode lo bi wa, ou seja, o caçador nos trouxe ao mundo. Eis alguns nomes de Ogún/Òsòósí/Ode conhecidos, sobretudo no Brasil e seus aspectos, características, origem e particularidades:
Isso afirma o chamado enredo de santo aqui no Brasil quando se diz que para assentar Òsòósí temos que assentar Ogún e vice versa. Era costume africano quando os caçadores tinham que partir em busca de suas presas, louvarem Ogún para que tudo desse certo, de òrìsà secundário na África Òsòósí, passou a uma condição importantíssima no Brasil sendo òrìsà patrono da nação Keto, senhor absoluto da cerimônia fúnebre do asesé, alguns cânticos fazem alusão a essa condição: Ode lo bi wa, ou seja, o caçador nos trouxe ao mundo. Eis alguns nomes de Ogún/Òsòósí/Ode conhecidos, sobretudo no Brasil e seus aspectos, características, origem e particularidades:
Ogum
Ogún Olode: epíteto do òrìsà destacando sua condição de chefe dos caçadores.
Ogún Je Ajá ou Ogúnjá como ficou conhecido: um de seus nomes em razão de sua preferência em receber cães como oferendas, um de seus mitos o liga a Osagìyán e Ìyémojá quanto a sua origem e como ele ajudou Osalá em seu reino fazendo ambos um trato.
Ogún Meje: aspecto do òrìsà lembrando sua realização em conquistar a sétima aldeia que se chamava Ire (Meje Ire) deixando em seu lugar seu filho Adahunsi.
Ogun Waris: nessa condição o òrìsà se apresenta muitas vezes com forças destrutivas e violentas. Segundo os antigos a louvação patakori não lhe cabe, ao invés de agradá-lo ele se aborrece. Um de seus mitos narram que ele ficou momentaneamente cego.
Ogún Onire: Quando passou a reinar em Ire, Oni = senhor, Ire = aldeia.
Ogún Masa: Um dos nomes bastante comum do òrìsà, segundo os antigos é um aspecto benéfico do òrìsà quando assim ele se apresenta.
Ogun Soroke: apenas um apelido que Ogún ganhou devido a sua condição extrovertida, soro = falar, ke= mais alto. Nossa historia registra o porque o
chamam assim.
chamam assim.
Ogún Alagbede: nesse aspecto o òrìsà assume o papel de pai do caçador e esposo de Ìyémojá Ogunte (uma outra versão de Ìyémojá) segundo um de seus inúmeros mitos.
Há vários nomes de Ogún fazendo alusão a cidade onde houve seu culto como Ogún Ondo da cidade de Ondo, Ekiti onde também há seu culto, etc. O òrìsà possui vários nomes na África como no Brasil e com isso ganha suas particularidades e costumes.
Ode/Ososi.
Há uma síntese sobre esse orisa na edição anterior, eis então suas várias formas de se apresentar:
Ososi akeran = um titulo do orisa; com Exu
Ososi Nikati = um de seus nomes;
Ososi Golomi = um de seus nomes;
Ososi Fomi = um de seus nomes;
Ososi Ibo = um de seus mitos o liga a Omulu
Ososi Onipapo = um dos antigos, tem culto a mais de um século no país;
Ososi Orisambo = possui seu assentamento diferente dos demais;
Ososi Esewi/Esewe = seu mito o liga a Ossaniyn e as vezes a Osala segundo os "antigos";
Osossi Arole = uns de seus epítetos;
Ososi Obaunlu = segundo registro há um assentamento deste orisa aqui no Brasil desde 1616 no ase de D.
Olga de alaketu, é considerado o patrono de ketu;
Ososi Beno = um dos mais antigos, detalhe tem assento aqui em São Paulo, cidade considerada emergente para tradições do candomblé Keto, com poucas casas antigas.
Ososi DanaDana = aquele que ateou fogo ou roubou, um epíteto dos mais perigosos dado ao caçador.
Ode Wawa = epíteto do caçador;não se tem notícia do seu culto no Brasil;
Ode Wale = epíteto do caçador, não se tem notícia de seu culto no Brasil;
Ode Oregbeule = é um Irunmale, portanto acima do orisa foi um dos companheiros de Odudua em sua chegada na terra segundo sua mitologia;
Ode Otin = outro caçador confundido com Ossosi, sua lenda o identifica ora como uma caçadora ora como um caçador, contudo sua ligação com Ossosi é fato, Otin se apresenta sempre junto com ele a ponto de confundi-los;
Ode Karo = um do caçadores que também mora as margens de um rio é irmão de Igidinile.
Ode Ologunede = o chefe de guerra de Ede, titulo ganhado quando seu pai o entregou aos cuidados de Ogún;
Olo = senhor, gun = guerra, Ede = um lugar na áfrica.É filho de um outro caçador chamado Erinle tendo como mãe Osún Iponda. O posto de asogun, a priori, surge desse mito que o liga a Ogún companheiro de seu pai.
Possui outros nomes como Omo Alade, ou seja, o príncipe coroado. Não há qualidades de Logun como acreditam alguns tais como locibain, aro aro, etc., são apenas nomes tirados de cânticos, aliás aro quer dizer tanta coisa menos nome de orisa. O nome Ibain é de um outro caçador homenageado nos cânticos de Ologun, esse caçador inclusive é o verdadeiro proprietário dos chifres tão importantes no culto. Oba L`Oge é um outro nome para esse orisa. É da região de Ijesa;
Ode Erinle = outro caçador confundido com Osossi no Brasil. Seu assento é completamente diferente dos demais, pois Erinle ou Inle é um orisa do rio do mesmo nome, o rio Erinle que corta a região de Ilobu na Nigéria. Encontra-se seus mitos no odu Okaran-Ogbe e Odi-Obara. Sua esposa é Abatan pois é considerado médico e ela enfermeira, seu culto antecede o de Ossayn, o pássaro os representam. Ibojuto é a sua própria reencarnação representado pelo bastão que vai em seu assentamento e tem a mesma importância do Ofa de Ossosi.Tem uma filha chamada Aguta que às vezes se apresenta como irmã ou como filha sendo sua mãe Ainan. Ode Otin se apresenta como sua filha, às vezes e ai é representado por uma enguia. Ainda temos Boiko como seu guardião, Asão seu amigo e Jobis seu ajudante. No Brasil o ligam a Osún e a Iyemanja pois segundo sua lenda é pela boca dela que ele fala, Erinle é um orisa andrógino e considerado o mais belo dos caçadores;
Ode Ibualama = uma outra versão para Erinle quando ele se apresenta mais ao fundo do rio, há um templo com esse nome na África fazendo alusão ao seu fundador. Aliás há vários templos mas todos são de um orisa só: Erinle nessa situação o caçador traça um outro caminho e pactua seus mitos com Omolu, Osumare, Nana,etc. A montagem de seu Igba (cuia) também difere de um simples alguidar com um ofa para cima como é comum as pessoas não esclarecidas assim fazer.
Ossaniyn
Ossaniyn = Também chamado Baba Ewe, Asiba, que são epítetos do orisa. Possui seu próprio sistema divinatório; o orisa exerce suas funções interligadas a Esu composto ao mesmo tempo em que ele. Kosi ewe, kosi orisa: Sem folhas, sem orisa.
Osumarê
Osumare = Chamado Araka seu epíteto. É o orisa do arco-íris e da transformação, não deve ser confundido com o vodun Becem que se apresenta como Dangbe, Bafun, Danwedo todos da família Danbira e cultuados em outra nação.
0baluaie/Omulu
Omolu / Obaluaye = É como se apresenta o orisa sapata transmutando-se para formas conhecidas tais como: Agoro, Telu, Azaoni, Jagun, Possun, Arawe, Ajunsun, Afoman, etc, cada qual com suas particularidades.
Nanã
Nanã = apresenta-se nas formas conhecidas como: Iyabahin, Salare, Buruku, Asainan, sem culto no Brasil. É sempre bom lembrar que muitos nomes são de lugares onde se cultua o orisa. Por exemplo: Ajunsun é o Rei de Savalu, assim como Dangbe é o Rei do Gege, portanto são nomes que dão origem as suas formas. :
Iroko
Iroko = orisa da gameleira (no Brasil), controla a hemorragia humana.
Obá
Oba = orisa guerreira é não sei as qualidades.
Yewá
Iyewá = orisa guerreira e caçadora,não sei as qualidades.
Oxum
Osún Opara = a orisa se apresenta jovem e guerreira.(yansã)
Osún Iponda = jovem e guerreira, da cidade de Iponda.(Oxalá)
Osún Ajagura = jovem e guerreira, nação nagô - Oyo, Pernambuco. ( Yemanjá)
Osún Aboto = aspecto maduro da orisa.
Osún Ijimun = aspecto idosa e dada as feitiçarias, ligação com Iami Eleye.
Osún Iberin = aspecto maduro da orisa, nessa forma não desce nas cabeças.
Osún Ipetu = aspecto maduro da orisa.
Osún Ikole = seu mito a liga a Iemanjá e Ode Erinle, transformou-se numa ave.
Osún Popolokun = Conta os antigos que não vem mais, será?.
Osún Osogbo = ela deu origem ao nome da cidade de Osogbo.
Osún Ioke = Se apresenta como caçadora.(odé)
Osún Kare = Um de seus títulos, Kare tem seu próprio nome que poucos conhecem.(odé)
Iyeyeo Ominibu = epíteto da Osún.
Yeye Lode = come com Yemanjá
YEMANJÁS
Iyemoja Ogunte = orisa se apresenta jovem e guerreira. ( Com Ogum)
Iyemoja Iyasesu = assume a maternidade de Sàngó é ranzinza e respeitável.
Iyemoja Saba = uma das formas da mãe.(Oxalufã)
Iyemoja Maleleo = não se obteve noticias desse aspecto no Brasil.
Iyemoja konla = seu mito conta que ela afoga os pescadores.
Iyemoja Ataramaba = Nessa forma ela está no colo de sua mãe olokun.
Iyemoja Ogunde = aspecto da orisa cultuado no Nagô em Pernambuco.
Iyemoja Iyá Ori = nessa forma ela assume todas as cabeças mortais.
Iyamase = forma de quando ela é definitivamente mãe de Sàngó.
Iyemoja Araseyn = fuxico com Ossayn.
Yansã
Oyá Leseyen = uma das Igbales que mora no próprio Lesseyen.
Oyá Egunita = orisa Igbale.
Oyá Foman = orisa Igbale.
Oyá Ate Oju = orisa Igbale aspecto dificil de Oyá quando caminha com Nana.
Oyá Tope = uma de suas formas. ( exu e ogum)
Oyá Mesan = um de seus epítetos.
Oyá Onira = rainha da cidade de Ira. ( come com Oxum)
Oyá Logunere = uma de suas formas.
Oyá Agangbele = esse caminho mostra a dificuldade quando a geração de filhos.
Oyá petu = nesse aspecto ela convive com Sàngó.
Oyá Arira = uma de suas formas.
Oyá Ogaraju = uma das mais antigas no Brasil.
Oyá Doluo = eró ossayn; culto Nagô.
Oyá Kodun = eró com Osaguian.
Oyá Bamila = eró Olufon.
Oyá Kedimolu = eró Osumare = Omolu.
Texto Adaptado por Ifatoláterça-feira, 27 de novembro de 2012
Jogo de búzio.
‘Odús’
A consulta de Ifá
Ifá é o sistema através do qual se processa a consulta oracular, normalmente conhecida por adivinhação, utilizando-se como instrumentos de consulta o Opelé ou os Búzios.
Em qualquer dos casos, o oráculo baseia-se nos dezasseis principais Odù (caminhos), através dos quais Orunmila relata as histórias e lendas nas quais os personagens normalmente enfrentam situações semelhantes aquelas expostas pelo consulente. Mas a escolha da história a ser narrada compete à Divindade.
Os dezasseis Odù relacionam-se entre si (16 x 16), perfazendo um total de 256 caminhos ou diferentes possibilidades de destino, tratados por Esè.
No momento da consulta, Orunmila indica o Odù que será suficiente para orientar as dúvidas do consulente e esclarece de que forma (positiva ou negativa) tal caminho está influenciando a vida da pessoa.
O Sacerdote interpreta então a fala da Divindade, estabelece os pontos principais que devam ser modificados e tratados para restabelecer a tranquilidade ou o bem estar do consulente. A partir daí, são definidas as oferendas votivas a realizar para possibilitar a consecução do vatícinio, bem como aconselhar a respeito de atitudes ou comportamentos que facilitem obter o resultado pretendido.
Assim, por exemplo, quando um indivíduo se queixa de não conseguir emprego, mas insiste em continuar a laborar numa área onde o mercado de trabalho está completamente saturado, Orunmila pode esclarecer as suas dificuldades, recomendar os rituais necessários e aconselhá-lo a tentar outra profissão para a qual tenha aptidão, ou simplesmente aconselhar o consulente a deslocar-se para outra região onde seja mais simples conseguir ocupação. Por outras palavras, o Céu ajuda sempre, mas a pessoa tem também que fazer a sua parte.
Os Odù de Ifá são completos e absolutos; cada um deles possui um lado positivo e outro negativo, o Ing e o Iang, o masculino e o feminino e assim por diante, tal como tudo o mais no Universo.
Dicionário
A
abaman/agbăn: caneca.
abagana: pulseira
Aberigàn: um dos nomes do vodun Gbèsén.
àbìkú: natimorto, nascido para morrer
àbìkúsén: cultuar àbìkú.
ablóò: pão de milho fermentado.
ablù: escuro.
ablumé: escuridão
aborruisún (grafa-se abɔxwisún): novembro.
adăn: corajem. (Sogbo adăn: corajoso Sogbo).
Adĕn (Adeen): vodun feminino da família do trovão (Hevioso).
aidóhwedó(1): arco-íris.
Aidóhwedó(2): serpente arco-íris (vodun)
agasu(1): bastardo.
Agasu(2): ancestral divinizado das dinastias de Alladá, Abomey e Porto Novo.
àgbasá: salão onde dançam os voduns.
àgbaságán/agbajígán: ogã responsável pelo àgbasá, cânticos, etc.
Agbé: uma das mães d’água, velha e possuidora de grande sabedoria.
Agbétawoyó: vodum masculino do panteão do trovão que habita o mar. Seu nome significa “ruído do mar”.
Agέ (Agué): vodun das plantas, folhas e da caça.
àgbò: carneiro
agralà: o mesmo que padê para os nagôs.
agonké: coco
agon: abacaxi
ahama/ahehun: barco de vodunsìs.
àlunsùn: janeiro.
akanma/akò/zàn: esteira.
ako/henu: família, linhagem familiar, clã.
ako-nyí: sobrenome.
ako-vodun: vodun familiar, clânico.
Akotokwen: um título de um vodun; patriarca de um clã.
Aklombé (Akorumbé ou Akarumbé): vodun da família do raio que envia a chuva de granizo.
akpagbé: enterro provisório.
Aklúnózángbè/vodunzángbè: Domingo.
amà: folha, planta.
amasìn: erva medicinal.
anansi (1): aranha.
Anansi (2): herói/divindade do povo ashanti de Gana.
Aótín: bênção para os iniciados da família de Hevioso.
Apehe/Aperê/jwá/ahisu/tasén: o mesmo que borí para os nagôs.
asì/sì: esposa, mulher.
àsú/sú: homem, marido.
asoklé: perdiz.
atàn: vinho de palma.
àtín: árvore
àtinmévodun: vodun que vive na árvore.
àtínsá: árvore onde está o vodun.
atɔ̀/tɔ̀/mejitɔ̀: pai.
anó/nó/naé/yă/mejitɔ̀: mãe.
àvalú: respeito, homenagem.
Avimaje: vodun da família de Sakpata.
àyǐ: terra
àyǐ-vodun: vodun da terra.
Àyǐxósú: Rei da Terra, título de Sakpatá.
Àyǐzàn: vodun da memória ancestral (jeje-mahi). Senhora dos mercados; esteira da terra.
Avlekétè (Averekete): vodun jovem e pescador.
Avlekétèsì: pessoa consagrada à Avlekétè.
avivosún: agosto
arri (grafa-se axì): mercado.
Axósí (arrossí): rainha.
Axósú (arrossú): rei.
Axósúzángbè:o dia do rei – sexta-feira.
ayidósùn: junho.
ayoma: cebola.
avun: cachorro.
awewe/klamklamle: borboleta.
Azaká: vodun originário de Savalu. Caçador.
Azànsú/Azònsú: um dos nomes de Sakpatá; homem da esteira/homem doente.
Azănzágbè: Quarta-feira.
Azawani: vodun da família de Sakpatá.
aze: calma
Azli (Aziri): vodun das águas, representada como uma serpente.
Azlisì: pessoa consagrada à Azli.
Azli togbosì (Aziri Tobôsi): grande mãe do jeje mahi, a senhora das águas profundas.
azin: ovo
Aziza: vodun da floresta.
azòn/azinzonò: mal/doença.
azòndató: bruxo (a), envenenador, “preparador de doenças”.
azònvo: lepra.
Azuá: vodun dos mercados que fala muitas línguas, parecido com Legba.
Azuásì: pessoa consagrada à Azuá.
B
Bafono Deká: vodun representado por uma cobra com cabeça de crocodilo.
Bakonò: sacerdote de Fá, o mesmo que babalawô para os nagôs.
Bakuxé (lê-se bakurrê): prato de barro.
behún: ritmo.
Benoi: a bênção para os iniciados da família de Dan.
Bosalabe: vodun feminino da família de Dan, Irma de Bosuko.
Bosuko: vodun da família de Dan.
byo gbè: pedir a palara.
C
cé (chê): meu, minha.
cíɔɖiɖi (chiodidi): enterro, sepultamento.
cyó: morte; morto; cadáver.
D
Daá: pai; patriarca.
Dadá: pai.
Dadá-Segbo: Pai criador; Mawu-Lissá.
Dadaxo (lê-se Dadarrô): Rei; um rei do Dahomey; vodun cultuado na Casa das Minas, o patriarca da família de Davice.
Dandaxo: o Rei Cobra.
Dagbosi aó: pedido de bênção do iniciado cujo vodun pertence à família de Hevioso, para um sacerdote de outra família.
dahún: conjunto de três tambores.
Derrirró (grafa-se ɖɛxixò): ato de rezar.
Dan: serpente mitológica
dàn: serpente, cobra
Danbadahwedó/Dambala: grande serpente (vodun).
Dangbέ: serpente da vida, conhecido no Brasil como Gbέsén.
Dangbέsén: assentamento do vodun Dangbέ.
dàgbó/daagbó: avô, grande patriarca.
Deré: mãe criadeira e auxiliar (em alguns terreiros designa a mãe pequena).
Deré vitu: substituta da Deré.
dokwín: batata-doce.
dosi: nome de menina que nasce após gêmeos.
dosu: nome de menino que nasce após gêmeos.
dorozàn: dança, o mesmo que xirê.
Doné: sacerdotisa cujo vodun pertence à família de Hevioso.
Doté: sacerdote cujo vodun pertence à família de Hevioso.
Doté/doné aó: pedido de bênção dos iniciados cujo vodun pertence a família de Hevioso para seu (a) dote/doné.
dokwé/kúkwé (grafa-se doxwé/kúxwé): cemitério.
E
édàbò: adeus.
egbe: hoje.
ekidi: acaçá vermelho.
Eku: a Morte (divindade).
émi/emilɛ̌: ele/ele mesmo.
éŏ: não.
Etemi: alguém com mais tempo de “santo”. O mesmo que egbomi para os nagôs.
esín/sín: água.
Ewá: vodun feminino das famílias de Dan e Sakpatá.
ewásì: pessoa consagrada a Ewá.
ésù: para cima.
ezuzú: leque; abano.
F
Fá/Gbadú: divindade da advinhação.
Fáká: cabaça para consultar Fá.
feniè: mandioca; farinha de mandioca.
filà/fula/gbàkún: chapéu.
Frekwen/kwenkwen: vodun feminino da família de Dan; a esposa de Gbèsén.
fón: ação de acordar; acordar alguém.
G
Găyăkú: um título sacerdotal do jeje-mahi.
gàn: metal, ferro.
găn: importante… senhor ou senhora, no sentido de “importante”.
gan: instrumento de metal tocado no candomblé.
gannyikpén (gaimpê): Ogã auxiliar do kpénjígan
gankutó: ogã responsável pelo rito aos ancestrais e por Ayizan.
gantó: ogã que toca o instrumento gan.
gbàdà: noite.
Gbadé: vodun da família de Hevioso.
gbé (bê): voz, fala, linguagem, língua.
gbέ (bé): vida.
-gbè(bê – sufixo): demarca dia, local.
gbĕ (bee): mato, campo.
gbedomè: olá, saudações.
Gbέdoto: Criador da Vida (Măwŭ-Lisá)
gbègluzà: javali, porco selvagem.
gbeme: atmosfera, natureza.
gbŏ: cabras.
gbò: pare.
gbó: muito (no sentido de bastante); em grande quantidade.
glo: em baixo, abaixo
Grá: entidade violenta que possui a vodunsì durante o período de iniciação, durante três dias e três noites.
gŭzangbè: dia dedicado ao vodun Gŭ – terça-feira.
Gŭ: vodun dos metais e da guerra.
H
hă/ahă: navalha.
hàn/hanjiji: cantar, canto, canção.
Henugán: chefe de uma família.
Hŏxó/Hoho (rorrô): gêmeos; o mesmo que a divindade Ibeji dos yorubás.
hon: umbigo.
honkan: cordão umbilical.
hun: por isso.
hùn: o mesmo que vodun
hún: ato de o vodun dançar; “tomar hún”.
hŭn: tambor.
hùndoté: o mesmo que abiasé para os nagôs.
Hùngán: sacerdote ou sacerdotisa de vodun, espécie de “avô ou avó de santo”
Hùngbónò/Hùngbónà: sacerdote ou sacerdotisa do vodun (“pai ou mãe de muitos voduns”)
Hùnkpámè: convento/terreiro de vodun.
Hùnnyĭ (Hùn in): o nome particular de um vodun (nyĭ=nome).
Hùnsó: cargo que designa a mãe pequena.
Hŭntɔ: “pai do tambor”.
hùnsì: o mesmo que vodunsì.
Hùnnò: o mesmo que vodunnò.
hwè: sol
hwelekó: inicio da tarde.
hwemenududu: almoço.
hwenù: tempo
hwevi: peixe.
hwemè: meio-dia.
hwi: você.
I
ifé: amor.
ijó: dançar.
iuá: ajoelhar.
J
Jexosú (jerrossú): Rei das Jóias – um dos títulos do vodun Sakpatá.
jì: gerar; dar origem.
jĭ: céu; o alto.
Jĭ-vodun: vodun do céu.
jijì: nascimento.
jiví: faca.
Jo: vodun da atmosfera, das chuvas e conselheiro dos “recém-mortos”. Seu nome significa “ar”.
Jono-vodun: vodun estrangeiro; vodun que não pertence à cultura “jeje” (nagô-voduns).
Jokolatino(*): vodun do jeje-baiano.
Jwá: rito semelhante ao bori dos nagôs.
K
kágò: cabaça pequena.
kénkún: goiaba.
kinikíní: leão.
kokwé: banana.
kógbén: prato de barro.
Kónyasún: outubro.
Kpadadá/Parará/Pararaligbú: vodun feminino da família de Sakpatá.
kpe/paó: palmas.
kpò (pó): envelhecer
kpɔ̀ (pô): pantera.
Kpɔ̀sú: homem-pantera; vodun representado pela pantera.
kpɔ̀vĭ: filho da pantera
kú/kukú: morte; morto.
kúkwé/kúkpámè: cemitério.
kútútó: o mesmo que egun; alma, espírito.
kútitó/kútútókwé: casa dos kututó (jeje-modubi; jeje-mina).
kwabó: bem-vindo!
kwin: grão; semente.
L
lamisingbè/nyonuzangbè: quinta-feira.
lan: carne.
lékè: cana-de-açucar.
lε: cultivar.
Legbá: divindade análoga ao orixá Exú dos yorubás.
Lidosún: abril.
Lisá: divindade co-responsável pela criação.
lĭndŏn: alma.
Lŏko: “Chlorophora Excelsa”. Esta árvore é frequentemente utilizado como um apoio para os voduns. Vodun Loko – divindade que habita dentro da árvore, senhor da memória ancestral.
M
majidenò: mulher que não pode ter filhos.
Măwŭ: divindade responsável pela criação.
mε: pessoa.
mεjitɔ̀: pessoa que gera; pai; mãe.
Mεjitɔ̀: sacerdote ou sacerdotisa cujo vodun pertence à família de Dan.
mεdaxo (medarrô): grande homem.
mεkúkú: cadáver; pessoa morta.
mεwì: negro, preto, escuro.
mεxóxó (merrorrô): pessoa velha, antiga.
mĭ: nós; nosso.
N
nafí: tia.
nănà(1): respeitável senhora; mãe.
Nănà(2): ancestrais divinizadas ligadas ao culto de Măwŭ.
Nănà Búlúkú: divindade originária de Dassa-Zume.
nă/naé/năjinò/nò: mãe.
nògbó/nonò: avó.
Nòcé (Nochê): minha mãe. Cargo de sacerdotisa do Tambor de Mina.
Nòcé Naé (Nochê Naê): ancestral mítica da família Davice (Tambor de Mina), junto com Zomadonu comanda os destinos da Casa das Minas.
novĭ: irmão
novĭcé (novichê): meu irmão
núkúkú: cadáver de animal.
nùwíwá: ritual.
Nurruasún (grafa-se nuxwasún): Maio.
nyà: caça.
nye: eu.
nyĭ: nome.
nyĭko: nome terreno.
nyĭ jíjè: apelido.
nyó/myó: fogo. hùnnyó (runhó): vodun do fogo.
nyonú: senhora.
O
odàbò: adeus.
okú: olá.
oo: sim, obrigado.
osó: cavalo.
Otolu: vodun da caça.
Ògŭ/Ògŭn: vodun dos metais e da guerra (Gŭ).
Olisá/Olisasá: vodun Lisá (jeje-mahi)
Ojikún/Jikún: vodun feminino da família de Dan.
P
Parará/Kpadadá/Pararaligbú: vodun Sakpatá feminino.
pararásì: pessoa consagrada ao vodun Parará.
paó: palmas.
S
Sakpatá: divindade da varíola e da terra. Rege todas as enfermidades de pele.
sakpatásì: pessoa consagrada à Sakpatá.
Sε: força vital; alma; espírito; destino pessoal.
sén: adorar/cultuar
sisén: adoração.
Sibigbè/sabadú: Sábado.
sihún/: período de luto, onde se realizam os rituais (zehin) ao morto.
só: montanha.
sò: raio.
sósi: rabo de cavalo.
Sògbó: Grande Raio – vodun da família do raio.
sunná: nome religioso de alguém.
T
ta: cabeça
tasén: cultuar a cabeça; o mesmo que borí para os nagôs.
to: aldeia; vilarejo.
tó: orelha.
tò: fonte, rio, água.
tɔ̀: pai; patriarca.
tògbó: água em grande quantidade; muita água.
tɔ̀gbó: patriarca; grande pai; avô.
togbó: grande aldeia.
tògbósì: Esposa (ou mulher) da água em grande quantidade (Azli Tògbósì). Divindades infantis da realeza do Dahomey.
To-vodun: vodun que protege aldeias.
Tò-vodun: vodun aquático.
tɔ̀-vodun: vodun patriarca.
Tòxósú: rei das águas; voduns monstruosos, filhos de reis.
tɔ̀cé (tochê): meu pai.
V
vĭ: filho.
vĭcé (vichê): meu filho.
Vodúnsén: cultuar o vodun.
Vodúnkpámè: o mesmo que Hùnkpámè. Terreiro de vodun.
Vodúnxwé/kwé: casa onde se cultua o vodun.
Vodúnsì: pessoa consagrada ao vodun.
Vodúnzàngbè: domingo (dia do vodun).
W
we: você.
wè: dois
wensagún: mensageiro.
Wòósún: dezembro.
X – com som de “RR”
xwé/kwé: casa.
xó: fala.
Xεbiosò: o mesmo que Hevioso.
Xooxo: velho, antigo.
Xú: mar, oceano. Vodun do mar.
Xwejisún: março.
Xwe yoyo: ano novo.
Y
Yă: palavra derivada de Iyá, significa mãe.
ye: eles; elas.
Yέ: sombra; reflexo.
Yovozen: laranja (fruta).
Z
zàn/azàn: esteira.
zăn: noite.
zăngbè: dia
zăndró: ritual que antecede as festas públicas do jeje-mahi. Convite aos voduns.
zehin: cada um dos ritos fúnebres.
Zofínkplósún: fevereiro.
zò/izò: fogo.
zŏ: chuva.
Zòmadonu: vodun chefe da Casa das Minas; toxosú; filho anormal do Rei Agonglo.
zŏsún: setembro.
zunme: floresta.
Há ainda, nos terreiros jejes, o uso de palavras de origem yorubá devido à influência dos candomblés nagôs e do culto nagô-vodun, dentre elas: agô, axé, padê, ori, adé, etu, erê, ejé, ebó, dentre outras, variando de casa para casa.
Assinar:
Postagens (Atom)